A Psicopedagoga e a avaliação
A psicopedagoga experiente deve saber introduzir todos os recursos necessários que caracterizam uma avaliação cuidadosa para não marginalizar os alunos de situações culturais e sociais menos favorecidos, pelo fato de não se enquadrarem, de início, nos parâmetros gerais baseado principalmente na estatística comparativa. O profissionalismo do psicopedagogo é essencial para ponderar os benefícios e as limitações dos instrumentos de avaliação que utilizamos. O trabalho não consiste apenas em conseguir ver diferenças significativas, o que o aluno sabe e o que não sabe fazer, mas também em definir necessidades educacionais previsíveis e propor assistências, estratégias e ajustes na intervenção educacional. Consiste em saber escolher em cada circunstâncias quais são as ferramentas que podem ser úteis para proporcionar mudanças positivas, para trabalhar em uma linha voltada à prevenção e não unicamente à correção de problemas. Não podemos esquecer que certas interações não requerem nenhum instrumento concreto, mas sim um conhecimento técnico da complexidade das relações humanas e das interações emocionais. Muitas vezes, é necessário saber ouvir, captar e orientar as inquietações pertencentes aos processos de ensino-aprendizagem difíceis, vividos de maneira diferente pelos profissionais, pelas famílias e pelos próprios alunos, mas compartilham o mesmo mal-estar.(Texto do curso de Pós-Graduação de Psicopedagogia- Dagmar Vieira de Carvalho- Unis-M.G)
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